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07/12/2016 voltar

Osteoporose e problemas periodontais

Imagem: Reprodução/Internet
Imagem: Reprodução/Internet
As disciplinas de base das ciências da saúde nos ensinaram que a osteoporose e a periodontite são duas doenças que, por vias particulares, conduzem a uma repercussão de aparente semelhança e associada com a perda de volume das bases ósseas acometidas por elas.

Uma pergunta de grande valia para entender o potencial sinérgico dessas morbidades é: A dentição acometida por doença periodontal pode ter a situação agravada pela osteoporose e/ou vale pensar o contrário?

A doença periodontal (que pode evoluir até a periodontite - fase que inclui a perda óssea) é um evento inflamatório, motivado pelo estímulo bacteriano do biofilme dentário, mal controlado pelo paciente. Isso é capaz de gerar a gengivite em 100% dos casos, podendo evoluir para a periodontite – para um ou mais dentes – especialmente no caso de existir a interferência de alguns fatores cogitados pela literatura – como a expressão fenotípica hiper-inflamatória, as interferências adaptativas e oclusivas dos restauros, o hábito pelo fumo, o diabetes mellitus, etc.

Já a osteoporose é uma doença metabólica. Ela faz parte do envelhecimento. A literatura cita que é mais frequente em mulheres do que em homens – diferente da doença periodontal. Caracteriza-se pela diminuição da massa óssea, que leva ao desenvolvimento de ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, que ficam mais submetidos ao risco de fraturas por pequenos traumas e/ou espontâneas.

A osteoporose se deve à brusca diminuição da absorção do cálcio, devido à queda na produção de estrógenos, que ocorre na menopausa. Como os homens também produzem estrógenos (embora em muito menor quantidade que as mulheres), a osteoporose também pode afetá-los, embora em uma proporção de quatro vezes menor (em dados aproximados).

Os ossos mais afetados na osteoporose são os da coluna vertebral, punhos, bacia e do fêmur. Desse modo, as bases maxilares não representariam os ossos mais associados com o seu diagnóstico e/ou registro com maior potencial de evolução.

Apesar disso, revisões criteriosas da literatura científica sobre o assunto mostraram que as duas doenças mencionadas podem atuar em sinergia, tornando-se a osteoporose um fator de risco adicional ao curso mais grave da doença periodontal, especialmente em mulheres na menopausa e pós-menopausa, previamente submetidas aos citados problemas odontológicos.

Esses achados científicos, levados a nossa rotina clínica, apontam para um necessário incremento na interação, preocupação e investigação conjunta dos médicos, clínicos de Odontologia e periodontistas, em busca do melhor controle dos sinais e sintomas dessas doenças que, embora distintas no curso, têm características comuns e podem ccomprometer a qualidade de vida dos pacientes, especialmente se não existir a devida precaução quanto aos efeitos deletérios das mesmas.

Diante disso, a responsabilidade frente ao diagnóstico e plano preventivo e/ou terapêutico é compartilhada pelas duas categorias profissionais - cada qual dentro do seu segmento de ação - e deve ser dividida com os pacientes esclarecidos e motivados na execução das medidas de apoio ao tratamento desses problemas da saúde.


Fonte: Odonto Magazine