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10/08/2016 voltar

Odontologia Hospitalar pode diminuir 5 dias de internação

Imagem: Reprodução/Internet
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Quando uma pessoa está internada em um hospital é comum nos preocuparmos com muitas coisas como: estado de saúde, infecções, alimentação, conforto e etc, Mas alguma vez você se perguntou se a pessoa estava com a saúde bucal em dia? Pois saiba que pesquisas mostram que a presença do cirurgião-dentista em ambiente hospitalar pode diminuir o tempo de internação em até cinco dias.

Segundo o Manual de Odontologia Hospitalar publicado pela Secretaria do Estado da Saúde do Estado de São Paulo a Odontologia Hospitalar é um conjunto de ações preventivas, diagnósticas, terapêuticas e paliativas em saúde bucal, realizadas em ambiente hospitalar que funcionam em conjunto com uma equipe multidisciplinar.

Ou seja, o cirurgião-dentista deve ter foco no paciente cuja doença sistêmica possa ser fator de risco para agravamento e/ou instalação de doença bucal, ou cuja doença bucal possa ser fator de risco para agravamento e/ou instalação de doença sistêmica. “Além disso, é importante conhecer as terapias médicas, pois muitas podem causar efeitos na boca”, diz Letícia Mello Bezinelli, coordenadora da Pós Graduação em Odontologia Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os procedimentos realizados pelos dentistas vão desde a drenagem do abcesso até a extração de raízes contaminadas e tratamento de ferimentos na mucosa.

Saúde Bucal e as doenças
A importância do dentista dentro do hospital tem sido discutida, pois os pacientes internados têm uma higienização bucal deficiente, facilitando a colonização de bactérias.

“Estudos mostram estreitas relações entre infecções pulmonares e a condição bucal. Um exemplo é a pneumonia nasocomial, que é responsável por altas taxas de morbidade, mortalidade e aumento expressivo dos custos hospitalares. Ela surge pela aspiração do conteúdo infeccioso presente na boca e faringe”, diz Fernanda de Paula Eduardo, também coordenadora da Pós Graduação em Odontologia Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.

Há ainda inúmeras outras situações em que a condição bucal do indivíduo pode levar ao desenvolvimento de doenças ou ao agravamento de outras condições. É o caso da Endocardite Infecciosa que tem como causa frequente infecções de origem bucal que caem na corrente sanguínea e atacam o coração.

Esses exemplos só comprovam como a presença do dentista no hospital traz vários benefícios ao paciente. “Melhora da qualidade de vida do paciente, reduz o risco de infecção e o tempo de internação, gera uma menor quantidade de prescrição de medicamentos, diminui a indicação de nutrição parenteral (paciente consegue se alimentar por boca) e colabora para a redução dos custos de internação”, diz a Letícia.

Números
Recentemente o Hospital Albert Einstein fez um trabalho mostrando que a inclusão do cirurgião-dentista na equipe multiprofissional do transplante de medula óssea é capaz de diminuir cerca de 5 dias o tempo de internação, reduzir em 50% a necessidade de morfina para controle da dor e apresentar duas vezes menos necessidade de alimentação parenteral. “Além disso, o risco de mucosite oral, complicação comum do tratamento oncológico, é 13 vezes menor”, diz Letícia.

Para ela, isso tudo é fundamental para o bem estar do paciente. “A partir do momento que conseguimos controlar a dor ou outras complicações da cavidade bucal, o paciente consegue se alimentar pela boca, conversar, enfim, o impacto é direto na qualidade de vida”, diz Letícia.

Fonte: Portal Terra.