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30/11/2016 voltar

Endodontia X Implantodontia: em busca do melhor prognóstico

Imagem: Reprodução/Internet
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A Odontologia vem se desenvolvendo de modo quase exponencial e, portanto, não causa surpresa que, embarcadas neste enorme avanço científico e tecnológico, estejam as especialidades de Implantodontia e Endodontia.

Todavia, em que pese serem ambas as especialidades ramos da mesma ciência, são áreas distintas que levam a concepções diferentes quando o quesito avaliado é o "sucesso de tratamento".

Não obstante sejam os índices de sucesso similares, atingindo níveis atuais superiores a 95%, é extremamente difícil estabelecer comparações entre ambas. Blicher e cols. (2008), em uma revisão sistemática, apontam as diferenças de padronização entre as pesquisas como fatores responsáveis pela literal impossibilidade de comparar resultados.

Normalmente, critérios mais rigorosos são aplicados a estudos relacionados à Implantodontia, como a exclusão de pacientes diabéticos, imunodeprimidos ou fumantes, enquanto que avaliações envolvendo a terapia endodôntica, dificilmente estabelecem tal dissociação. Ademais, implantes são instalados em um contexto de boa saúde oral, ao passo que o tratamento endodôntico comumente é realizado na presença de doença ativa.

Na Endodontia, a definição de sucesso, via de regra, está fundamentada em parâmetros clínicos, incluindo a remissão completa de sintomas e, em análises radiográficas, evidenciadas pelo reparo dos tecidos periapicais. Na Implantodontia, o que se almeja é a osseointegração e, neste contexto, pequenos níveis de reabsorção óssea são tolerados e não classificados como deslizes ou "insucessos parciais".

Estas diferenças entre as especialidades, que se manifestam de modo nítido por ocasião do momento em que devemos definir se um determinado tratamento teve "sucesso", não podem e não devem se sobrepor àquela meta maior, que, em última análise, é o objetivo primeiro do tratamento, ou seja, a manutenção da função do sistema estomatognático.

A perda de um dente é irreversível e sua extração deve ser muito bem indicada. Em contrapartida, a manutenção de um elemento dental comprometido, além do sério risco de complicações sistêmicas, irá, fatalmente, prejudicar a instalação de um futuro implante.

Atualmente, inúmeros recursos aperfeiçoam o tratamento endodôntico, avanços estes que, quando associados ao adequado treinamento técnico e conhecimento científico, permitem elevado grau de acurácia no quesito "previsibilidade". Do mesmo modo, a Implantodontia, paralelamente, experimentou grande avanço científico e tecnológico.

Como sempre, a virtude está no meio, devendo o bom senso ser a bússola que deverá nortear a tomada de decisão entre Endodontia e Implantodontia, agregando conhecimento com capacidade de percepção.

A Terapia Endodôntica e a Implantodontia são duas modalidades diferentes de tratamento, cada qual com suas indicações e contraindicações.

Fonte: Odonto Magazine